Imagine um mundo no qual você possa acessar a mídia de que mais gosta a qualquer hora, em qualquer lugar. Bem, esse mundo está aqui. O diretor de conteúdo digital do Google, Jamie Rosenberg, explica como a nova tecnologia atende às pessoas 24 horas por dia, sete dias por semana. A nuvem disponibilizou filmes, livros e músicas de maneira onipresente, e a mídia social está permitindo que nos engajemos com a mídia de maneiras novas e entusiasmantes.

Escrito por
Jamie Rosenberg
Publicado
Julho 2012
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É claro que não há uma colônia em Marte, que ainda não viajamos mais rápido do que a luz e que ainda estamos esperando os propulsores a jato chegarem, mas existe pelo menos uma maneira pela qual o futuro excedeu todas as expectativas: vivemos em uma era na qual o tédio foi erradicado.

Todos nós temos um mundo de entretenimento ilimitado na palma de nossas mãos. Deseja escolher algumas músicas para a trilha sonora de seu dia? Seja Bach ou Busta Rhymes, você pode usar seu celular para escutar qualquer uma de suas músicas diretamente da nuvem. Ficou com vontade de ver um filme? Compre ou alugue qualquer um, desde Os Homens que não Amavam as Mulheres a E o Vento Levou e assista via transmissão digital. Bateu aquela vontade de jogar? Divirta-se com Angry Birds ou Draw Something na fila do supermercado. Hoje, olhe rapidamente a sua volta dentro do trem cheio ou em um café lotado e você verá várias pequenas telas brilhando. Isso acontece porque a tecnologia leva diversão aos momentos que antes eram ocupados pelo tédio.

A computação em nuvem trouxe uma nova moda, uma que poderia ser tão marcante quanto a passagem do vinil para o CD ou do rack de CDs para o disco rígido. Músicas, livros, filmes e jogos estão sendo migrados para a nuvem, e redes cada vez mais rápidas e smartphones cada vez mais eficientes colocam todas as bibliotecas digitais à disposição em todos os dispositivos, sem que sejam efetivamente armazenadas neles. Você nunca mais precisará revirar sua casa à procura de um cabo só para poder adicionar uma música nova ao celular. Até mesmo a espera pelos downloads tornou-se algo do passado, já que músicas recém-compradas podem ser reproduzidas imediatamente em lojas em nuvem. O conteúdo de uma vida inteira agora pode ser acessado praticamente de qualquer dispositivo, a qualquer momento e de qualquer lugar.

Olhe em volta em uma estação de trem ou em um café lotado hoje e você verá pequenas telas brilhando porque a tecnologia transforma momentos outrora ociosos em momentos de diversão.

E com a nuvem, sua mídia preferida acompanha você. Você pode começar seu dia ligando o tablet ao mesmo tempo que liga a cafeteira. Depois de consultar seus e-mails, você pode ler um capítulo de um livro no mesmo dispositivo. No trem, você pode voltar a ler da página em que parou em seu tablet usando o celular. No escritório, você pode aproveitar melhor o dia ouvindo toda a sua coleção de músicas em um computador desktop. E, no caminho para casa, pode assistir a uma série de TV. Então, ao chegar, você pode relaxar no sofá usando seu tablet, voltando à série de TV ou ao livro, exatamente de onde parou.

Comodidade é o maior benefício da nuvem, mas também é uma oportunidade de as pessoas encontrarem novas formas de aproveitar suas bibliotecas digitais. No Google Play, nosso serviço de aplicativos, músicas, filmes, livros e jogos, oferecemos o "Instant Mix", que usa recurso de audição mecânica para analisar sua música na nuvem em termos de andamento, ritmo e instrumentação. Ele responde a perguntas como "Está no ritmo?", "Ela é adequada para uma corrida?", "Há um órgão Hammond B-3 presente?". O software encontra conexões entre as músicas para combinar suas favoritas com as faixas menos acessadas de sua biblioteca. Da mesma forma, à medida que você "ensina" suas preferências aos serviços on-line, eles podem fazer recomendações cada vez mais personalizadas para apresentar a você músicas, filmes e livros menos conhecidos dos quais você poderia gostar.

Tablets habilitados para nuvem estão transformando o entretenimento pessoal, com usuários que normalmente passam mais tempo utilizando as mídias em seus dispositivos do que em navegadores tradicionais do computador. Segundo o provedor de serviços de vídeo digital Ooyala, os usuários de tablets assistiram a um minuto e 17 segundos para cada minuto de vídeo assistido em um desktop no ano anterior, um aumento de 28%. Pessoas navegando na Internet usando tablets também gastaram 50% a mais por compra no ano anterior do que os visitantes usando smartphones. Além disso, elas superaram os visitantes que usaram desktops ou laptops em 20%, segundo o Adobe Digital Index. Graças a sua ergonomia, os tablets oferecem conforto para ler, assistir a vídeos ou jogar e, à medida que se tornam mais potentes e mais acessíveis, a velocidade na qual eles mudarão nossos padrões de consumo digital, além de nossas expectativas do conteúdo consumido, só aumentará.

Considere a versão em e-book melhorada da biografia de Muhammad Ali, His Life and Times, na qual "o melhor" realmente conversa com os leitores, contando como conseguia "voar como uma borboleta e picar como uma abelha". É uma ilustração simples de como diferentes categorias da mídia digital estão convergindo. Os livros infantis, em especial, são pioneiros nessa abordagem multimídia, e os livros de receitas rápidas apresentarão as receitas para você com tutoriais em vídeo.

Ao mesmo tempo, a Web social também permite nosso engajamento com a mídia de novas maneiras. Os leitores de e-Book podem compartilhar suas notas particulares, os apreciadores de música podem montar listas de reprodução juntos e os amigos em cidades diferentes podem assistir a vídeos do YouTube em um hangout do Google+. As novas maneiras de compartilhar conteúdo estão levando os detentores de direitos autorais a pensar em opções diferentes, como modelos de acesso compatíveis com assinaturas ou publicidade, ou modelos totalmente novos voltados para contextos sociais específicos. O Google Play, por exemplo, permite que as pessoas, ao comprarem uma música, compartilhem-na com seus amigos do Google+, e eles podem escutá-la uma vez gratuitamente.

À medida que a Internet, os tablets e os smartphones redefinem experiências de mídia, a televisão em sua sala de estar precisará acompanhar essa evolução. Em breve, as televisões e os aparelhos de som receberão dicas de seu smartphone sobre que músicas ou filmes que devem executar quando você chegar em casa. Além disso, para transmitir todos os tipos de mídia sob demanda, as TVs se transformarão em novos espaços para serviços de Internet, como comércio eletrônico, redes sociais e formas interativas de acompanhar o noticiário. Neste ano, os analistas da IHS iSuppli preveem que o mercado de TVs com acesso à Internet crescerá 60%, chegando a 95 milhões de aparelhos, em comparação com apenas 2% de crescimento das TVs tradicionais.

É natural perguntar-se se essa torrente de conteúdo monopolizará nosso tempo e prejudicará nossa atenção. Porém, pesquisadores estão descobrindo que doses frequentes de diversão não são apenas fundamentais para a felicidade, mas também podem aumentar a produtividade. Muitas empresas que dependem da inovação, e o Google está entre elas, estimulam os funcionários a reservar um tempo para se divertir. Deixar um problema de lado dá ao subconsciente uma chance de trabalhar nele e pode levar a uma ideia inovadora.

Gostamos de pensar que facilitar a busca por momentos de diversão em dias cada vez mais corridos ajudará em ideias mágicas. Algo de que temos certeza é que o futuro inspirado na diversão não será entediante.