Muito mais do que adaptar a música de ontem aos meios de hoje, a música feita no digital está mudando hábitos e toda a cultura musical.

Publicado
Julho 2016
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Coisas que sempre fizeram parte do universo da música ganharam uma nova força dentro do YouTube. Uma galera começou a produzir conteúdo com letras, coreografias e covers. Eles nem imaginavam que estavam começando uma revolução na forma como a música é produzida. Hoje, esse tipo de conteúdo não é apenas restrito ao digital. Também não é mais apenas tendência. Ele dá o tom da nova linguagem musical.

A internet revolucionou o cenário musical. Para 77% das pessoas que consomem música no youtube, ele é um dos principais causadores dessa mudança.
Pesquisa Google e REDS, com consumidores de música no YouTube, maio 2016

Roubando a cena

Sabe aquele cantor de bar, que você sempre encontrava pela noite, tocando covers pra meia dúzia de pessoas? Então, ele mudou de palco. Agora leva suas versões e seu talento pra muito mais gente. No YouTube. Os artistas que sempre ficaram em segundo plano acharam hoje no YouTube um caminho para o sucesso. Gente como o Tiago Iorc, que colocou sua versão para “What a Wonderful World” na abertura da novela das sete. Ou a Gabi Luthai, que começou subindo seus covers no YouTube e foi assinada por uma grande gravadora. Ou o Boyce Avenue, que recentemente alcançou a impressionante marca de 2 bilhões de views.

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A diferença entre amador e profissional não existe mais. Artistas que se tornaram celebridades fazendo covers hoje são as apostas das gravadoras. Um novo talento ou uma ideia agora pode estourar do dia para a noite.

Vai no passinho // Coreografias

E a galera que costumava dançar em casa na frente do espelho? Eles também trocaram o lugar de apresentação. Saem os salões de festa e a rua. Entram a tela do computador e os celulares. Profissionais ou não, quem ama dançar tem criado suas próprias coreografias para as músicas que gostam. E tem subido tudo no YouTube. Se liga nesse exemplo da Taylor Hatala. A canadense de apenas 11 anos chama tanta atenção com sua ginga no YouTube que foi parar na Ellen Degeneres, e praticamente relançou uma música da Beyoncé com seu clipe para “Run the World”.

Quem sabe canta junto // Lyric videos

Desde a época do vinil, a gente sempre quis saber e acompanhar tudo o que os caras estão dizendo nas músicas. E quando o encarte não vinha com as letras? Ficava difícil até mesmo para quem gostava de artistas nacionais. Tinha gente que passava a madrugada “trocando de biquíni sem parar”. Daí chegou a internet e resolveu boa parte do problema. Mas foi no YouTube que a galera deu a letra mesmo, com os lyric videos.

o começo eram só os fãs subindo uns vídeos meio toscos com música ao fundo e legenda pulando na tela preta. Mas os artistas entenderam a mensagem e agora eles que cantam junto. A maioria já passou a lançar os seus próprios lyric videos. Muitos são tão bem produzidos que até substituem videoclipes. São milhões de views por milhões de dólares a menos. Tosco?

Esquema caseiro.

Fãs começaram a subir vídeos com letras das suas músicas favoritas.

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Todos têm lyric

A coisa ficou tão grande que até grandes artistas criam suas próprias versões de lyric videos.

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Sempre vale a pena ficar de olho no que seu público está fazendo. A tendência que eles lançam hoje amanhã pode virar regra de mercado. Quem demora para perceber isso corre o risco de dair do compasso.

Vem com a gente

Com o YouTube o palco cresceu, e agora cabe todo mundo. Então aconteceu o impensável: as manias dos fãs começaram a influenciar o que seus ídolos produzem. Nessa estrutura de poder descentralizada que o YouTube ajuda a alimentar, eles mandam no que veem, fazem suas versões, criticam o que não gostam, hackeiam conteúdo, incentivam os amigos e só fazem o que querem. E ai de quem tente impedir.

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Quer saber mais insights sobre música?

  1. O YouTube é o palco principal.
  2. Não é só transmissão, agora é interação.
  3. A revolução está acontecendo de novo.
  4. Quando as marcas dão o play
  5. Uma maternidade de sucessos.
  6. Se foi bom antes, imagina com os recursos de hoje.
  7. As estatísticas que dão o tom desse mercado.

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