Em 2012, o Waze foi lançado no Brasil e desde então o país vem influenciando o aplicativo tanto como um laboratório de inovação quanto como uma porta de entrada para outros mercados no resto do mundo.

Escrito por
Di-Ann Eisnor
Publicado
Maio 2017
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Há muitas razões para a gente continuar investindo no Brasil. Por exemplo, São Paulo é a primeira cidade em usuários ativos/ mês no mundo e a cidade do Rio de Janeiro foi nossa primeira parceira e tem sido um grande laboratório para o desenvolvimento de soluções baseadas em dados para mobilidade urbana. Além disso, o Brasil é nosso segundo maior mercado, atrás apenas dos EUA.

Várias iniciativas do Waze são testadas primeiro no Brasil. Um exemplo de funcionalidade implementada para atender uma demanda dos brasileiros foi a inclusão do rodízio para os usuários de São Paulo. Essa era uma funcionalidade tão necessária para os paulistanos, que, para nossa surpresa, foi usada por mais de 1 milhão de pessoas somente no primeiro mês. Hoje, esta ferramenta está sendo lançada em sete outros países.

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É disso que eu estou falando quando digo que o Brasil é a porta de entrada para o resto do mundo. Os wazers brasileiros também nos informaram sobre a nova lei que exige o uso de farol baixo nas estradas. Como resposta, nós incluímos o alerta para lembrar os motoristas de acenderem a luz ao entrarem em uma via federal.

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Esses são avanços que não seriam possíveis sem a ajuda da nossa comunidade de editores de mapas do Brasil, que estão sempre impulsionando os avanços na área da mobilidade para os brasileiros.

Essa cultura de comunidade está sendo estendida até mesmo para os governos municipais de diversos países. Em 2013, o então prefeito do Rio de Janeiro me disse para usar a cidade como um laboratório. Ele foi o primeiro prefeito a incluir informações do Waze sobre acidentes e ruas fechadas em seu centro de operações de tráfego, pois precisava dessas informações para entender e resolver os problemas no trânsito rapidamente. O Rio se tornou nosso primeiro parceiro do Connected Citizens Program, uma plataforma de troca de informações para auxiliar as cidades a resolverem seus problemas de tráfego. Usando o Rio como laboratório, nós ajudamos a cidade desde detectar quais cruzamentos precisavam de faróis de trânsito até otimizar suas rotas de coleta de lixo. Hoje, temos dez parceiros no Brasil e mais 250 em todo o mundo, trabalhando em conjunto para reduzir os engarrafamentos e melhorar a mobilidade urbana.

O uso mais impressionante dos dados do Waze aconteceu na preparação para as Olimpíadas. O Rio ia receber mais de 1 milhão de visitantes – um enorme desafio se considerarmos que a cidade já tem uma população de 6,3 milhões de habitantes e um trânsito supercomplicado. Nós trabalhamos junto com o governo da cidade para identificar o lugar ideal para a construção de três novas vias expressas. Depois da inauguração dessas vias, nossos dados mostraram uma redução de 27% nos engarrafamentos na parte da manhã, provando que com o uso de dados podemos melhorar a qualidade dos transportes nas cidades.


"Depois da inauguração dessas vias, nossos dados mostraram uma redução de 27% nos engarrafamentos na parte da manhã, provando que com o uso de dados podemos melhorar a qualidade dos transportes nas cidades."

Essa parceria Waze + Brasil já está mudando a forma como nos deslocamos pelas cidade, mas ainda temos muito o que melhorar. Por exemplo, ainda temos carros que ficam 95% do tempo estacionados e muita gente dirigindo por aí sozinha. Daqui a pouco, vai faltar espaço para a gente se mover. Ainda bem que o futuro é de cidades totalmente eficientes e carros voadores!

Falando sério agora, o futuro da mobilidade urbana será revolucionário. Possivelmente, as pessoas terão ZERO carros próprios e todo mundo terá acesso a meios de transportes eficientes, autônomos e compartilháveis, não importa onde vivam. Vocês tem noção que hoje, em São Paulo, 40% das ruas são ocupadas por carros e 25% da área construída da cidade é puro estacionamento? Nos próximos 10 a 20 anos, as cidades serão completamente diferentes.

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Certo, mas o que podemos fazer até lá? Bem, precisamos criar soluções e serviços que iniciem esse processo e façam diferença agora. E para isso, estamos trazendo para o Brasil o WAZE CARPOOL, um jeito completamente novo de se movimentar pela cidade.

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Em vez de dirigir sozinhos, nós vamos dirigir juntos economizando dinheiro e tempo, tirando carros da rua e nos divertindo muito mais. Enganar o trânsito ficou pouco; a missão agora é acabar com ele. E nós acreditamos que, com a ajuda dos wazers do Brasil, vamos conseguir, mesmo sem carros voadores.

Funciona assim: as pessoas podem oferecer e solicitar caronas a usuários próximos. No passado, isso não deu certo porque não havia uma comunidade de motoristas grande o suficiente, tecnologia que facilitasse esse processo, mas agora ambas estão disponíveis. Os motoristas ganham uma pequena quantia para cobrir os custos de combustível, mas não o suficiente para qualificá-los como motoristas profissionais. O Waze Carpool não tem nada a ver com ride-sharing, taxis ou Uber, ele é, simplesmente, uma ferramenta que une pessoas normais indo na mesma direção.

O Waze Carpool, chega por aqui ainda este ano e estamos ansiosos para ver todo mundo entrar nessa com a gente. Se conseguirmos convencer 50% dos motoristas a usarem o Waze Carpool, poderemos:

  • aumentar a velocidade média do trânsito em 15%;
  • reduzir em 10 minutos as viagens de 1 hora nas grandes metrópoles.

Imagine só uma cidade como São Paulo com apenas metade dos carros nas ruas. Imagine um futuro sem engarrafamentos. Bem, a gente imaginou. E, em breve, ele ficará ainda mais possível para todos os brasileiros.

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