Aprenda a promover um ambiente de trabalho mais inclusivo no home office

Melonie Parker / Junho de 2020 / Busca, Publicidade, Conteúdo

Em tempos de COVID-19, as pessoas estão procurando novas maneiras de se manter conectadas, mesmo distantes umas das outras fisicamente — e o mesmo vale para o local de trabalho. Ao longo da minha carreira, mantive o foco na criação de iniciativas e recursos para as minorias dentro de grandes empresas. Para assegurar que o Google seja um espaço onde cada um possa fazer o seu melhor trabalho, passamos os últimos anos tentando entender que tipo de experiência a empresa proporciona a funcionários com diferentes trajetórias, além de criar programas internos que resultem em um ambiente de trabalho inclusivo.

Enquanto lidamos com o impacto da COVID-19 nos nossos locais de trabalho, é vital continuar promovendo uma cultura de pertencimento. Com boa parte da nossa equipe trabalhando de forma remota, estamos focados em ajudar nossos funcionários a se conectar e descobrir novas maneiras de priorizar a inclusão. Aqui vão algumas das coisas que aprendemos no processo, e que também podem ajudar sua empresa.

Aprenda a promover um ambiente de trabalho mais inclusivo no home office

Promova conexões virtuais

Sabemos que a pandemia e suas consequências impactam os funcionários de diferentes maneiras. Alguns estão tendo de lidar com maiores responsabilidades com os filhos, enquanto outros, que vivem sozinhos, podem estar se sentindo isolados. Com base em pesquisas recentes,1 vemos que a COVID-19 está provavelmente causando impactos desproporcionais às pessoas de grupos subrrepresentados. Por isso, tentamos conectar funcionários do Google explorando diferentes formatos digitais. Por exemplo, o Employee Resource Groups, voltado às nossas comunidades negras, latinas e LGBTQIA+, já realizaram eventos virtuais, como chats informais, sessões de yoga e fóruns sobre como gerenciar a produtividade. Já a nossa rede asiática dedicou recursos para sua comunidade e reservou horários para as pessoas se conectarem.

Gerencie de maneira igualitária

Todo mundo está se adaptando às suas novas responsabilidades. Nisso, os gestores têm o papel fundamental de cuidar de suas equipes e garantir que elas tenham tudo que precisam para se manter produtivas e saudáveis. Por exemplo, pense em pedir aos gestores para que, junto de suas equipes, criem horários de trabalho flexíveis. Conversar regularmente com os funcionários sobre como a sua atenção pode estar sendo dividida, ou sobre que projetos devem ser priorizados, é outra maneira de checar como as pessoas estão se saindo e as ajudar a permanecer conectadas.

Também é importante encontrar soluções que funcionem para os empregados tanto em suas funções na empresa como nas suas necessidades domésticas. No Google, expandimos temporariamente a nossa política de licença para pais e mães, dando apoio a quem precisa dedicar parte do dia (ou todo ele) para cuidar da família. Para que as pessoas se sintam apoiadas e incluídas, os gestores têm um papel que vai além das políticas oficiais: assim, dedicar recursos extras como forma de dar mais espaço às equipes é outra maneira de ser útil neste momento.

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Ajude as pessoas a se expressar

As videoconferências mantêm equipes conectadas, mas lembre-se de que esse esse tipo de conversa pode gerar uma dificuldade a mais para que alguns participantes digam o que pensam. Queremos que todos se sintam à vontade, empoderados e ouvidos, porque isso lhes traz mais sucesso — e a nós também. Para garantir que todos sejam reconhecidos e ouvidos, use deixas multissensoriais para indicar quem está falando e quem está escutando. É importante evitar uma comunicação exclusivamente visual, como gestos com as mãos, por exemplo, porque elas podem não ser percebidas por participantes com limitação visual, por pessoas distraídas momentaneamente ou por quem tiver problemas na conexão com a internet.

Além disso, pense em designar um moderador para as chamadas, procurando ajudar os participantes a fazer perguntas em tempo real. Com um moderador, a pessoa que está falando se sente mais livre, sem se preocupar tanto com a linguagem corporal das outras pessoas, ou se elas abrirem o microfone, enquanto os demais participantes sabem quando é melhor entrar na conversa. Outra dica é reservar tempo para dar abertura às ideias de quem se manteve calado. Mas não se sinta obrigado a dar um tempo igual a todos: isso não garante que todos deem contribuições equivalentes. Algumas pessoas se comunicam melhor escrevendo, então crie um canal ou documento compartilhado e acessível para que os participantes digitem perguntas, e faça com que o orador ou o moderador as leia. Isso tem um bônus: o ato de escrever leva as pessoas a serem mais sucintas e claras.

Faça reuniões e apresentações acessíveis

A acessibilidade é um componente-chave da inclusão. Ter legendas em tempo real pode ajudar os participantes com limitações auditivas, ou aqueles que não sejam fluentes na língua usada na apresentação, ou mesmo aqueles que não possam usar o áudio por alguma razão. Também disponibilize uma opção de entrada via telefone para pessoas sem um bom acesso à internet. Além disso, os participantes podem desligar as câmeras para melhorar a conexão e a qualidade do vídeo.

Para as apresentações, use um corpo de texto grande e um alto contraste (veja como fazer isso no Google Docs e no Google Slides) para ajudar as pessoas a ler textos e ver imagens mais facilmente. As telas são uma ferramenta útil, mas nem todo mundo pode conseguir vê-las, então recomendamos que se disponibilize alternativas às informações puramente visuais.

Você pode, por exemplo, fazer um resumo verbal de uma imagem, de uma tabela ou de um gráfico. Se você vai dividir apresentações, documentos e outros materiais, lembre-se de acrescentar o texto alternativo, ou alt text, às suas imagens, gráficos e tabelas, para que as pessoas que usam leitores de tela possam saber o que está sendo mostrado.

Por fim, encontre maneiras de mostrar diversidade nas próprias imagens: com pessoas de diferentes etnias, peso, bagagem cultural, nomes, tipos de cabelo, habilidades, gêneros, referências geográficas, entre outros. As pessoas que você usar nas suas imagens precisam representar diferentes histórias, levando a inclusão ainda mais longe.

Focar na inclusão ajuda a construir um senso de pertencimento. É fundamental criar um local de trabalho onde pessoas com diferentes pontos de vista, trajetórias e experiências possam dar o seu melhor e estar dispostas a ajudar umas às outras. Essas dicas não têm a pretensão de esgotar o tema, mas são um ponto de partida útil para empoderar as pessoas, levando-as a participar e a dar sua contribuição de forma relevante.

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