Google Academy: como o consumo de beleza se transformou durante a pandemia

Carol Soares / Outubro de 2020

O Google Academy tem buscado ajudar marcas, empresas e profissionais do mercado disponibilizando gratuitamente lives interativas com treinamentos e insights de negócios — e todo o material fica disponível na plataforma mesmo depois de as sessões irem ao ar.

O setor de beleza sofreu mudanças radicais durante a pandemia. Enquanto é preciso entender as novas prioridades das pessoas, também é tempo de observar os estímulos de consumo dessa indústria aspiracional para conseguirmos inovar, adaptar e ter sucesso diante de um cenário tão cheio de desafios.

Em mais uma live do Google Academy, vemos como as buscas nos trazem sinais e criam retratos de como consumidores e consumidoras estão lidando com as questões ligadas à beleza no contexto da pandemia.

A beleza em transformação

A pandemia do coronavírus trouxe algumas mudanças importantes nos hábitos das pessoas, e em termos de beleza não foi diferente: 52% dos consumidores dizem ter mudado sua rotina de beleza1. Se historicamente a maquiagem tem uma importância maior na vida das consumidoras, vimos que isso mudou durante o isolamento. Uma pesquisa do Google rodada junto às consumidoras de beleza mostra que os cuidados com o cabelo se tornaram a sua prioridade nº 1, seguida de perto pelo cuidado com a pele2. Se olharmos para o interesse de busca, entre as mesmas categorias, o cabelo continua líder de buscas no Brasil, com maquiagem em 2º lugar3.

Google Academy: como o consumo de beleza se transformou durante a pandemia

Em suma, o interesse pelos cabelos continua forte como sempre foi, sendo um dos aspectos fundamentais da autoestima da brasileira, mais até do que o corpo e as roupas. No entanto, com a quarentena, esse cuidado deixou de ser “terceirizado”. Se a mulher normalmente delegava os cuidados com o cabelo a um profissional da área, agora ela busca sozinha por dicas e tutoriais para fazer esses tratamentos por conta própria. A dúvida que fica é se essa mudança de hábito, que abre espaço para uma nova versão do “faça você mesmo”, veio para ficar. Com a retomada dos serviços estéticos, será que elas vão voltar a “terceirizar” os cuidados com o cabelo, ou vão continuar pintando, cortando os cabelos e fazendo luzes em casa?

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Uma indústria se transforma

Ainda falando em buscas, também podemos ver que as pessoas estão procurando por Beleza mais do que nunca, levando o interesse por algumas categorias a picos históricos. No entanto, apesar desse interesse estar em alta, os hábitos mudaram. A saúde, a higiene e o bem-estar se incorporaram ao espaço da estética e da beleza na vida das pessoas. Isso fica claro até mesmo em outros setores, que incorporaram a saúde e a higiene às suas comunicações neste contexto de COVID-19. Em meio a tantas preocupações cotidianas, como conciliar trabalho, vida doméstica, alimentação, saúde, higiene e beleza, manter a saúde mental se incorporou aos rituais. É a ruptura de uma indústria inteira, que deixa de ser puramente estética para integrar o autocuidado de maneira geral. Isso tem a ver com se sentir bem consigo mesma.

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Uma manifestação desse autocuidado é o sono. Mais pessoas estão relatando dificuldades para dormir durante a pandemia, algo que pode ser resultado direto do estresse causado pelo momento que vivemos. Por isso, elas estão fazendo buscas por produtos que as ajudem a ter um sono saudável. Também notamos um crescimento considerável nas buscas por calmantes e ingredientes naturais para aliviar a ansiedade. Além disso, as buscas por termos ligados a meditação, yoga, alimentos saudáveis e exercícios teve um aumento significativo durante a pandemia: tudo isso é sinal de uma nova rotina de beleza, de soluções que integrem o bem-estar.

Google Academy: como o consumo de beleza se transformou durante a pandemia

Tempo de incertezas, tempo de reinvenção

Vemos que experiências do tipo test and learn ficaram em pausa, impondo dificuldades tanto para marcas quanto para consumidoras. Para se ter uma ideia, mais de 40% das compradoras têm receio de comprar uma maquiagem “no escuro”, por medo de errar a cor ou o tom4. Por outro lado, mais da metade dessas compradoras se dizem seguras para usar apenas os seus próprios produtos. Assim, aumenta a intenção de experimentar amostras individuais de produtos, algo citado por 25% das consumidoras5.

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Já o aumento do contato com produtos que ressecam a pele, como álcool em gel, água sanitária e desinfetantes, levou a uma alta nas buscas por “creme para as mãos” e “pele seca”, sinal de que a preocupação com a saúde não deixa para trás a intenção de manter a pele saudável.

Mais do que nunca, é hora das marcas escutarem o seu público e entenderem as suas novas necessidades. Os hábitos estão mudando, vemos que as pessoas se relacionam com os produtos de outra maneira e dão sinais daquilo de que precisam. Assim, é o momento das marcas se reinventarem e validarem o seu propósito, estando por perto quando as pessoas quiserem ajuda, demonstrando empatia com as suas inquietações e dando todo o apoio ao seu empoderamento por meio dessa nova forma de consumir.

Para ver em detalhes os dados e insights sobre o consumo de beleza durante a pandemia, assista à live do Google Academy com Carol Soares, Especialista de Insights de Beleza do Google.

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