The Update: por que sua marca deve pensar em soluções de acessibilidade para pessoas com deficiência?

The Update: por que sua marca deve pensar em soluções de acessibilidade para pessoas com deficiência?

Series
The Update
Guests
Catherine Courage, VP de Experiência do Usuário, Anúncios e Comércio do Google
KR Liu, Chefe de Acessibilidade de Marca do Google
Published
Novembro de 2020

No último episódio da série The Update o assunto é a inclusão no marketing. Head de Acessibilidade de Marca do Google, KR Liu destaca a necessidade de os profissionais da área pensarem na acessibilidade e interseccionalidade na hora de desenvolver campanhas e produtos. Junta-se à discussão Catherine Courage, VP de Experiência do Usuário, Anúncios e Comércio do Google. Ela fala que empresas podem fazer uma imersão para entender — e atender — as necessidades das pessoas com deficiência. As especialistas discutem o papel de liderança pensando em como ter mais empatia e mostram novas oportunidades para as marcas serem relevantes para a comunidade de pessoas com deficiência.

Para assistir às outras entrevistas da série, acesse a collection completa The Update.

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>> KR LIU: Tem uma frase muito famosa

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na comunidade dos portadores de deficiência:

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[Nada que nos diz respeito pode nos excluir.] [Nada que nos diz respeito pode nos excluir.]

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E eu realmente acredito nisso.

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Portanto, é uma jornada que faremos juntos,

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e que levará tempo.

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Não vai ser da noite para o dia.

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Então, vamos trabalhar para melhorar

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e estarmos mais conscientes sobre

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[Como ser verdadeiramente inclusivo para portadores de deficiência] como ser verdadeiramente inclusivo

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[Como ser verdadeiramente inclusivo para pesoas com deficiência] para pessoas com deficiência.

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>> CATHERINE: Neste episódio do The Update,

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[Catherine Courage, VP de Experiência do Usuário, Anúncios e Comércio do Google] [KR Liu, Chefe de Acessibilidade de Marca do Google] temos KR Liu,

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[Catherine Courage, VP de Experiência do Usuário, Anúncios e Comércio do Google] [KR Liu, Chefe de Acessibilidade de Marca do Google] chefe de Acessibilidade de Marca do Google.

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Vamos falar sobre a importância

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[Mais do que dar acesso: projetar estratégias para todos] da acessibilidade e interseccionalidade

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[Mais do que dar acesso: projetar estratégias para todos] para nossas marcas e nossos profissionais de marketing.

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Suponho que nossos espectadores,

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a princípio,

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devem estar se perguntando:

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o que uma Chefe de Acessibilidade de Marca faz?

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>> KR: Minha função no Google é ajudar a trazer

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soluções de produtos para pessoas com deficiência física,

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[“sim”] [“não”] à nossa criação de conteúdo de marketing,

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e, também, o mais importante,

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às nossas narrativas,

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para que as pessoas se vejam

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não só nos produtos que desenvolvemos,

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mas também

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no conteúdo que criamos.

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>> CATHERINE: Em grande parte da sua carreira,

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você tem focado essa

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área da acessibilidade e tecnologia.

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Eu adoraria saber

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o que trouxe você até aqui.

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>> KR: Para mim, é pessoal.

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Convivo com

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a perda auditiva severa a vida inteira,

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e cresci no Vale do Silício.

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Desde sempre, vivo cercada pela tecnologia.

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Portanto, queria pensar em maneiras

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de pegar a minha experiência de vida

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[Tornar os produtos mais inclusivos para pessoas com deficiência] e tornar os produtos mais inclusivos

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[Tornar os produtos mais inclusivos para pessoas com deficiência] para pessoas com deficiência.

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E, hoje,

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ainda não vemos a deficiência muito

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representada no marketing

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que está por aí.

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Na publicidade e no cinema,

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[A deficiência tem menos de 1% de representação] a deficiência tem menos de 1% de representação.

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>> CATHERINE: 1%. Que impressionante.

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Então, temos muito trabalho

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[Temos muito trabalho para fazer aqui] para fazer aqui,

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[Temos muito trabalho para fazer aqui] e que bom que vocês estão focados nisso.

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Você pode falar um pouco sobre

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o que isso significa

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em termos de acessibilidade e interseccionalidade?

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>> KR: Com certeza.

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Bom, em termos de deficiência,

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[Nenhuma deficiência é igual] nenhuma deficiência é igual, certo?

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[Ninguém é igual] E ninguém é igual, certo?

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Então, no meu caso, eu sou uma mulher

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com perda auditiva severa

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e também sou gay.

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Portanto, é importante que,

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ao olharmos para as histórias

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["vidas trans negras importam" está sendo mais pesquisado agora do que em qualquer outro momento da história] que contamos no marketing que criamos,

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["vidas trans negras importam" está sendo mais pesquisado agora do que em qualquer outro momento da história] que pensemos na

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lente interseccional

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de quem é o nosso público,

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quem ele representa,

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ou de onde ele vem.

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Portanto, no Google,

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[e ser compreendido] e no Brand Studio, onde trabalho,

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[e ser compreendido] estamos pensando em

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trazer a comunidade "para a mesa"

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quando analisamos

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diferentes áreas do nosso trabalho.

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>> CATHERINE: Por que você acha que

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acessibilidade e interseccionalidade

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são importantes e devem ser consideradas por marcas

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e profissionais de marketing hoje?

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>> KR: Quando você pensa no

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número de pessoas com

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[Há um bilhão de portadores de deficiência no mundo] deficiência que existem no mundo,

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[Há um bilhão de pessoas com deficiência no mundo] estamos falando de cerca de um bilhão de pessoas.

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[Todos, em algum momento de suas vidas, vivenciarão a deficiência de alguma forma] Todos, em algum momento de suas vidas,

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[Todos, em algum momento de suas vidas, vivenciarão a deficiência de alguma forma] vivenciarão a deficiência de alguma forma.

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[Níveis de deficiência] [Permanente] Ela pode ser permanente.

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[Níveis de deficiência] [Permanente] Ela pode ser temporária, tipo:

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária] você pode quebrar o braço.

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária] Pode arranhar o olho

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária] e não poder usar lente de contato

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária] por alguns dias.

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária, Situacional] Ou uma deficiência situacional.

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária, Situacional] Por exemplo, você pode estar

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária, Situacional] segurando seu filho com um braço

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária, Situacional] e uma sacola de compras com o outro,

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária, Situacional] e tentando abrir

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária, Situacional] a porta do carro e não consegue.

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[Níveis de deficiência] [Permanente, Temporária, Situacional] Na verdade, isso é uma deficiência situacional.

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Então, quando você pensa nisso,

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[Acessibilidade nos produtos pode ajudar a todos] a acessibilidade em produtos ou no mundo

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[Acessibilidade nos produtos pode ajudar a todos] em que vivemos e como

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[Acessibilidade nos produtos pode ajudar a todos] você a vivencia pode ajudar a todos,

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[Acessibilidade nos produtos pode ajudar a todos] não apenas alguém como eu.

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Por décadas, o Google tem criado recursos

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com um impacto incrível no mundo,

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mas eles também foram criados

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por pessoas com deficiência,

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e a maioria das pessoas não sabe disso.

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A Internet, o e-mail,

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as mensagens de texto, tudo isso foi criado

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para as pessoas e por pessoas com deficiência,

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e todo mundo agora os usa.

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>> CATHERINE: Existem áreas no seu trabalho, em termos

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de acessibilidade e interseccionalidade,

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que você viu serem afetadas pelos diversos

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desafios de 2020,

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alguma lição interessante

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foi aprendida?

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[Desemprego de 60% entre os portadores de deficiência devido à COVID] [Fonte: Departamento do Trabalho dos EUA, Gabinete de Políticas de Emprego para Pessoas com Deficiência] >> KR: Com a taxa de desemprego de pessoas com deficiência

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[Desemprego de 60% entre os pessoas com deficiência devido à COVID] [Fonte: Departamento do Trabalho dos EUA, Gabinete de Políticas de Emprego para Pessoas com Deficiência] agora em 60% devido à COVID,

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Seis – zero,

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>> KR: temos a oportunidade

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das empresas olharem para

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um incrível pipeline de talentos,

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agora que podemos

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permitir que eles talvez trabalhem em casa,

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independentemente de onde estiverem.

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Portanto, nesse caso,

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aconteceram duas coisas realmente maravilhosas.

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Na verdade, foi criada uma mentalidade mais aberta

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a gerar mais empregos e oportunidades

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para pessoas com deficiência em diferentes áreas,

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mas também aumentou a preocupação com

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a representação dos pessoas com deficiência

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em todas as belas maneiras

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que marcamos presença no mundo.

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Assim, mais pessoas podem se ver representadas.

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Acho que a primeira coisa que incentivo as pessoas

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a fazer é conversar com a comunidade,

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construir um relacionamento com ela,

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chamá-las para a mesa,

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chamá-las para a conversa,

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chamá-las quando você estiver pensando

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em campanhas e ideias

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de representação de algo.

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Não tem ninguém melhor para quem perguntar, certo?

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[The Update] [Think with Google]

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